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《阴律无情》

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Hoje, gostaria de perguntar ao magistrado: “Antigamente, havia casos de pessoas que morriam atingidas por raios por terem praticado conduta sexual imprópria. Por que isso acontecia? Por que a retribuição não vinha de outra maneira, como uma doença grave?”

O magistrado do mundo dos mortos disse: “Há duas razões para os casos de morte por raios devido à conduta sexual imprópria em tempos antigos. Primeira: o mundo dos mortos usava os raios para punir os seres que praticavam conduta sexual imprópria, fazendo com que os seres do mundo dos vivos soubessem que essa conduta trazia, ainda nesta vida, a retribuição de uma morte terrível. Era uma forma real, concreta e visível de punição, para que os seres sencientes servissem de alerta uns aos outros. Segunda: os próprios praticantes de conduta sexual imprópria tinham pensamentos maléficos muito intensos, não se arrependiam nem se corrigiam, e o peso de sua conduta sexual imprópria e de outros carmas sombrios era excessivo. Por isso, atraíam a retribuição de serem atingidos por um raio e, ao morrer, entravam no inferno para sofrer toda sorte de tormentos por dez mil kalpas, sem prazo para sair.

O Deus do Trovão é, na verdade, uma divindade legítima dos mundos celestiais. Sua função específica é produzir raios e trovões quando chove ou quando o tempo está ruim. Até o número de vezes em que produz raios e trovões em cada ocasião é regulamentado. Se alguém morre atingido por um raio, isso jamais é um acaso: o Deus do Trovão certamente recebeu um despacho do mundo dos mortos, emitido segundo suas leis, determinando que, em certo dia e horário, em certo endereço, determinada pessoa de determinada residência deverá sofrer a retribuição de morrer atingida por um raio ao ar livre. Em geral, para quem deve sofrer essa retribuição, o Deus do Trovão primeiro produz raios e trovões e depois captura, com absoluta precisão, o espírito culpado, levando-o para fora e fulminando-o ao ar livre. Por que capturar o espírito culpado e levá-lo para fora para fulminá-lo? Porque os raios emitem clarões de fogo, e não se quer ferir inocentes. Por isso, geralmente se captura o espírito culpado e se o leva para fora, para aplicar a punição ao ar livre. [N86]

Muitos dos casos de pessoas atingidas por raios em tempos antigos eram aplicações dessa punição. Antigamente, havia menos pessoas praticando conduta sexual imprópria do que hoje. Um único raio punitivo podia abalar muitos seres e levá-los a cultivar a mente e o caráter. Mas o coração das pessoas de hoje já não possui a simplicidade de antigamente.

Entre todos os males, a luxúria vem em primeiro lugar; entre todas as boas condutas, a piedade filial vem em primeiro lugar. Além de reduzir as próprias bênçãos e a própria longevidade, quem pratica conduta sexual imprópria prejudica gravemente os costumes da sociedade, faz mal aos outros e a si mesmo e também age contra o respeito filial. Quantos heróis e homens valorosos, de todos os tempos e lugares, não tiveram seu belo futuro arruinado pela conduta sexual imprópria!

A conduta sexual imprópria leva as pessoas à degradação e ao extravio da mente e de sua natureza; quem se entrega a ela pode até morrer. As leis do mundo dos mortos concedem o melhor tratamento às pessoas que respeitam seus pais e punem severamente quem pratica conduta sexual imprópria. Aconselho a todos que observem rigorosamente a benevolência, a retidão, o decoro, a sabedoria e a fidelidade à palavra, pratiquem muitas boas ações e acumulem virtude, preservando a luz espiritual inata de cada um e evitando criar causas negativas que levam ao inferno.”

Uno as palmas em agradecimento ao magistrado do mundo dos mortos! Volto sobre o lótus branco!

27 — O destino da homossexualidade — o Grande Inferno da Associação Mental

Agradeço aos budas e bodhisattvas por sua compassiva salvação! A cada pensamento, os budas e bodhisattvas se voltam para os seres. Já se passaram 24 horas no mundo humano, e volto ao inferno sobre o lótus branco. Kṣitigarbha ainda está no inferno salvando os seres. Afinal, a assembleia do Dharma sobre causa e efeito de ontem ainda não terminou!

Estou tão feliz por ver Kṣitigarbha novamente! Em nome de todos os seres do espaço e do reino do Dharma, prostro-me diante de Kṣitigarbha! A luz búdica do bodhisattva preenche o espaço: quanta pureza, quanto frescor, quanta compaixão! Isso me faz lembrar as palavras do Buda no Sutra Avataṃsaka: “Amor benevolente puro, sem obstáculos no mundo, pois emite uma grande luz que ilumina tudo igualmente; amor benevolente puro que preenche o espaço, pois não há lugar a que não chegue para salvar e proteger os seres; amor benevolente puro que tem o Dharma por objeto, pois realiza o verdadeiro Dharma da talidade; amor benevolente puro sem objeto, pois ingressa na natureza dos bodhisattvas que transcende o nascimento; amor benevolente puro que beneficia, pois tudo o que faz traz alegria. Compaixão pura sem cansaço nem aversão, pois sofre em lugar de todos os seres sem considerar isso um fardo; compaixão pura que nasce em lugares difíceis, para libertar os seres; compaixão pura que nasce em destinos favoráveis, para manifestar a impermanência; compaixão pura pelos seres fixados no erro, pois, ao longo dos kalpas, não abandona seus grandes votos. Pratica incessantemente a conduta dos bodhisattvas e acolhe os seres com um coração de grande compaixão.” [N87]

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