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《阴律无情》

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Por tamanha falta de respeito filial, daqui a seis anos seu único filho, tão amado e obediente, a deixará. Sua retribuição ainda não terá terminado: depois, a filha de sua tia tomará todos os bens dela e também a tratará sem respeito filial. Sua tia acabará morrendo de doença, em sofrimento.

Como se diz: o bem e o mal, no fim, sempre recebem sua retribuição; a causa e o efeito são justos — a quem deixariam escapar?! Eu, este magistrado, aconselho as pessoas do mundo a jamais agir contra a própria consciência. Tudo o que as pessoas fazem fica registrado nos arquivos da administração do mundo dos mortos. Quem pratica muitas injustiças certamente sofrerá o castigo do Céu; quem pratica o bem com sinceridade certamente receberá bênçãos do Céu. Todos devem guardar minhas palavras.”

Eu disse: “O que o senhor contou foi realmente uma enorme surpresa para mim, e senti uma onda de dor e tristeza no coração. Naquela época, meu avô de fato morreu depois que sua função pulmonar se deteriorou gravemente e ele perdeu o fôlego ao tossir. Quanto aos bens dele, também ouvi meus pais dizerem que minha tia havia tomado tudo; eles ficaram um tanto ressentidos com isso. Sobre ter morrido de fome, agora me lembro: não era à toa que, toda vez que eu o visitava, ele devorava imediatamente a comida que eu comprava para ele. Na época, minha tia dizia apenas que, entre todos da família, grandes e pequenos, eu era quem melhor sabia fazer compras, que meu avô gostava mais da comida que eu comprava e que não era à toa que eu havia sido criada por ele. Quando ouvi isso, fiquei até muito contente. Eu realmente não tinha sabedoria alguma! Também me lembro de que, toda vez que ia vê-lo, minha tia ficava sempre ao meu lado. Na época, eu pensava em levar ainda mais alimentos de que ele gostava na visita seguinte. Como eu trabalhava longe, só voltava à minha terra natal uma vez a cada seis meses. Quando voltei da vez seguinte, meu avô já havia… Que tristeza!!!”

O magistrado disse: “É o carma! Nada está separado da causa e do efeito! As leis do mundo dos mortos não julgam de maneira errada nenhuma das incontáveis relações de causa e efeito, por mais complexas e entrelaçadas que sejam. Tal causa, tal efeito. Por fumar, seu avô recebeu a retribuição de fumar. O hábito dele de fumar durante muitos anos prejudicou os pulmões de sua avó. Ela faleceu porque a degeneração dos pulmões a fazia tossir; o catarro ficou preso na garganta, não conseguia sair e obstruiu sua respiração. Ela não conseguiu puxar o ar novamente e morreu. Nesse acontecimento, seu avô também precisou arcar com parte das consequências cármicas. Por outro lado, ao praticar a paciência diante das ofensas, ele também adquiriu os méritos dessa paciência.

Ninguém deveria fumar. Fumar prejudica nosso pensamento normal, e os discípulos do Buda precisam abandonar o cigarro. O hábito de fumar se enquadra no preceito de não beber álcool, um dos cinco preceitos. Quando o Buda estabeleceu os cinco preceitos para os praticantes leigos, segundo as principais escrituras hoje existentes, embora não tenha dito diretamente que não se podia fumar, ensinou que não se podia beber álcool. O álcool entorpece ainda mais nosso sistema nervoso, prejudica o pensamento normal e a prática espiritual, leva os seres sencientes a praticar o mal e, por fim, a cair nos infernos. Exceto para uso externo no tratamento de doenças, ou quando uma doença grave que ameaça a vida exige a ingestão de um medicamento preparado com álcool e não existe substituto, não se deve consumir nem uma gota de álcool. Não enganem a si mesmos nem aos outros pensando que beber sem ficar embriagado não constitui falta.

Portanto, o verdadeiro propósito de observar o quinto preceito, o de não beber álcool, é este: abster-se de todo produto de consumo que possa entorpecer e prejudicar o pensamento normal das pessoas. Não se trata apenas do álcool. A ciência e a tecnologia da sociedade atual estão em constante transformação, e no futuro o mundo humano ainda produzirá diversos produtos novos semelhantes ao álcool ou ao cigarro. Todo produto de consumo que tenha efeito entorpecente e prejudique o pensamento normal deve ser abandonado. Espero que todos observem isso com atenção; caso contrário, violarão as leis do mundo dos mortos, perderão bênçãos e anos de vida, e serão vocês mesmos que sofrerão!

Muito bem! Ayu, por hoje encerramos aqui nossa conversa sobre o cigarro. Volte agora! Será bem-vinda na próxima visita!”

Eu disse: “Com as palmas das mãos unidas, agradeço ao senhor, magistrado, por me contar hoje tantos acontecimentos de causa e efeito que ninguém da família conhecia. Aprendi realmente muito!”

Voltei sobre a flor de lótus branca!

12 — A promoção do Imperador de Dongyue e as catástrofes de Jambudvīpa do Sul

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